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MEC lança base curricular com doutrinação bolivariana




Onde estão os professores deste país que se preocupam com os rumos preocupantes da Base Nacional Curricular Comum lançada pelo Ministério da Educação (MEC) no dia 16 de setembro?

Esta base curricular, prevista pela Constituição e pelo Plano Nacional de Educação (PNE), visa determinar o currículo mínimo a ser cumprido por aproximadamente 190 mil escolas da educação básica, entre públicas, particulares e confessionais. Ela atenderá às necessidades do ensino/aprendizagem na Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.



Esse documento norteará o ensino, a aprendizagem, a formação docente e o material didático para as escolas nos próximos anos. 

Desde o seu lançamento, a base curricular abre-se para contribuições de pesquisadores, professores e da sociedade. Depois de colhidas as contribuições em ideias, será escrita uma segunda versão que passará pelo crivo de avaliação do Conselho Nacional de Educação (CNE), até o mês de março de 2016. Portanto, há tempo hábil para se fazer sugestões de mudanças, supressões e acréscimos de conteúdos. 

É de causar muita preocupação o radicalismo ideológico empregado na construção dessa Base Nacional. O documento mergulha fundo nas teorias marxistas e não deixa qualquer espaço para outra maneira de pensar a sociedade. Este é um currículo que certamente poderia ser aplicado com louvor pelos governos do Laos e da Coreia do Norte.


O MEC aprofunda o país justamente no modelo educacional que parece se preocupar com uma revolução cultural e social. Os resultados do processo de ensino/aprendizagem dessa ideologia na educação nacional têm sido decepcionantes. Um alto índice de analfabetismo entre as crianças e baixo conhecimento nas diversas áreas do saber, inclusive o matemático.  


Em boa parte das avaliações internacionais que o Brasil participa, em diferentes disciplinas e níveis de escolarização, sua classificação é entre as nações menos pontuadas. As exceções pertencem a alguns alunos que se valem do esforço próprio ou familiar e de escolas e/ou professores que saem dos trilhos do modelo educacional oficial.


Embora vivamos numa sociedade liberal e democrática, prevista na Constituição de 1988, inclusive, a sugestão de base curricular do MEC privilegia a formação do alunado no modelo de sociedade materialista/socialista/comunista.


Trata-se de uma proposta de currículo em que subjaz a intenção de desmontar o atual modelo de sociedade e construir outro no lugar. Para isto, vai aos lugares mais agudos das teorias relativistas, desconstrutivistas e de subversão do discurso. 


Os conteúdos de História e Geografia, enviezados para a chamada crítica social e humana,  foram reduzidos apenas ao que interessa a esse suposto processo social/revolucionário.


O próprio ex-ministro da educação, Renato Janine Ribeiro, reclamou sobre o conteúdo de História, de acordo com o  portal http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/10/janine-diz-que-falta-de-repertorio-em-novo-curriculo-proposto-para-historia.html



  • "O documento entregue, porém, na sua primeira versão ignorava quase por completo o que não fosse Brasil e África. Pedi que o revissem. (...) Mas o grupo que elaborava a base não entendia assim. Não havia sequência história. (...) Queriam partir do presente para ver o passado. No caso do Brasil, por exemplo, propunham a certa altura, estudar revoluções, com participação de escravos ou índios. E deixavam de lado a Inconfidência Mineira!"



  • "Não havia História Antiga, não havia História Medieval. No caso do Brasil, o conteúdo partia de fenômenos atuais, como a discriminação racial, e daí partia para a questão da escravidão e dos indígenas. Mas deixava de lado a economia colonial e o que seria uma cronologia. Muitas pessoas discordam dessa visão, porque ela não dá ao aluno repertório básico para discutir a história."



  • "Se o aluno não estudou a Idade Média, o Renascimento, a Colônia, mas apenas estudou esses períodos em função da opressão, fica depois muito difícil ter condições para discutir isso. Por isso que, quando saiu o primeiro projeto deles, eu pedi que fosse reavaliado, e que eles tentassem algo com repertório com base no conhecimento da história." 


O reducionismo marxista de pensamento, tão popularizado nas nossas universidades, tem o poder de fanatizar o sujeito, pelo processo da doutrinação, e dar-lhe a ilusão de conhecimento e senso crítico. É esse reducionismo, já presente em nossas escolas por meio de professores formados nessa linha de pensamento, que agora pretende se institucionalizar por meio da base curricular nacional.



  • Esse absurdo estreitamento ideológico do conteúdo de História que foi apontado pelo ministro Janine, está presente nas demais disciplinas. Em função disto, convidamos os professores bem intencionados com a educação para não se imiscuírem da sua responsabilidade social neste momento. Leiam sozinhos ou em grupo todo o currículo, especialmente as disciplinas do vosso domínio. Façam as devidas sugestões de mudança na página oficial do currículo.

Ao tratar de religião, a Base Curricular interpreta o termo "laico" da Constituição de acordo com o sentido materialista/marxista, onde não há espaço para o fenômeno religioso.  Um sentido muito parecido com o empregado no atual modelo chinês e nos antigos russo, albanês, romeno e cubano. Esquecem os proponentes da Base Curricular que a Constituição tem inspiração no liberalismo e nas democracias ocidentais, que reconhecem a presença da religião na sociedade.

Além de promover o completo apagamento de qualquer vestígio das culturas judaica e cristã, inclui o ceticismo e o ateísmo. Vale-se do ensino religioso, com isso, para desconstruir o sentimento religioso, especialmente a cristã. 

Embora pareça contraditório com sua visão laica, a Base Curricular faz proselitismo da religiosidade afro, a pretexto de trabalhar a cultura afro-brasileira na escola. Dos ricos e diversificados elementos culturais africanos e de seus descendentes, aquele que se destaca no material didático e agora no currículo é justamente o aspecto religioso, como forma de marcação identitária e étnica. 

Há uma clara substituição das tradicionais informações teológicas cristãs e até mesmo do catolicismo popular pela teologia da religiosidade afro-brasileira. Um exemplo claro é o relato da criação que se fazia presente nas linhas e nas entrelinhas do programa das disciplinas, reforçadas pelo texto literário. O que se vê com mais frequência nos últimos materiais didáticos e reforçado pela atuação proposta de BNCC é o completo apagamento dessa visão judaico e cristã e a exclusividade do relato literário das origens contado pela tradição religiosa afro. Um aberta contradição ao tipo laicismo que, embora não seja do mesmo espírito constitucional, é tão propalado pelo Currículo.



O preocupante é que toda a política educacional do país é elaborada por um pequeno e seleto grupo de técnicos educacionais, que fazem questão de se distanciarem da realidade social e cultural predominantes. Eles fazem da educação um instrumento de mudança de crenças, valores e conceitos arraigados na sociedade. Certamente essa atitude não encontra apoio nessa maioria que se sente prejudicada e cerceada no direito de educarem seus filhos.


Melhor seria se decisões importantes como esta da BNCC fosse referendada pelo Congresso Nacional, tamanha a sua importância e seriedade. Deveria haver debates qualificados nas comissões das duas casas e audiências públicas para a definição curricular. 

Engana-se os que desprezam a capacidade popular de estabelecer currículo escolar. Certamente a população e o Congresso conceberiam um currículo mais conteudísta e menos revolucionário político e ideológico. Um currículo voltado para as necessidades práticas do aluno na família e no trabalho.


Este blog fez uma leitura repetitiva e cuidadosa das 301 páginas da base curricular disponibilizadas na internet: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/interaja?ac=AC_LIN e priorizou destacar no texto as ocorrências de gênero e seus similares. Com isto, proporá a supressão dos mesmos, e a consequente reescrita das partes, quando se tratar de sexualidade e/ou orientação sexual visto que essa ideologia relacionada ao gênero foi rejeitada no Plano Nacional de Educação (PNE) e na maioria nos Planos Estaduais de Educação (PEEs) e Planos Municipais de Educação (PMEs).


  • Este blog se oferece para publicar postagens de críticas e/ou sugestões ancoradas no BOM SENSO de mudanças na Base Nacional Comum Curricular. Envie comentários para o e-mail: deolhonolivrodidatico@gmail.com
  • Há um grupo no facebook dedicado às discussões sobre mudanças na BNCC: "professores patriotas que vigiam a Base Nacional Comum Corricular ( https://www.facebook.com/groups/1636785003238528/ )
  • O quadro abaixo servirá de modelo/inspiração aos professores que, individualmente ou em grupo, interessem-se em influenciar diretamente na construção do Currículo Escolar das nossas crianças e adolescentes. Portanto, professores de Matemática, Física, Biologia, Ciência, Química, História, Geografia, Sociologia, Filosofia, Ensino Religioso, Artes, Educação Física, Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna (espanhol e inglês) e pedagogos.
  • Esperamos encontrar professores que sejam patriotas, bem intencionados, dispostos a lutarem por uma educação "sem partido", ou seja, isento de predominâncias ideológicas. Uma educação que respeite o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação escolar que não fira seus princípios morais, de princípios e religiosos. Uma educação que prepare os alunos para a vida e o mercado de trabalho e não para uma utópica revolução sexual, cultural, de costumes e política. Principalmente a educação que adestra nossos filhos e netos para uma revolução materialista/ateísta/socialista/comunista.
A BNCC é clara na desconstrução da heteronormatividade e no relativismo para os arranjos familiares e a orientação sexual a partir das crianças e adolescentes na escola. Esta intenção, no entanto, é uma afronta à vontade do Congresso Nacional e da maioria das assembleias legislativas e câmaras de vereadores que rejeitaram a Ideologia de Gênero em seus planos de educação. A Base Curricular confunde combate ao preconceito com ensino de uma ideologia.




Orley José da Silva, é professor em Goiânia, doutorando extraordinário em educação (PUC Goiás),mestre em letras e linguística (UFG) e mestrando em estudos teológicos (SPRBC).


Relatório da referida leitura em busca de ocorrência de gênero e seus correlatos na Base Nacional Comum Curricular


Página
 
Transcrição do texto original
     
Sugestão de mudança
p. 8
desenvolver, aperfeiçoar, reconhecer e valorizar   
Suas próprias qualidades, prezar e cultivar o convívio afetivo e social, fazer-se respeitar e promover o respeito ao outro, para que sejam apreciadas sem discriminação contra etnia, origem, idade, gênero, condição física ou social, convicção ou credos;
desenvolver, aperfeiçoar, reconhecer e valorizar   
Suas próprias qualidades, prezar e cultivar o convívio afetivo e social, fazer-se respeitar e promover o respeito ao outro, para que sejam apreciadas sem discriminação contra etnia, origem, idade, sexo, condição física ou social, convicção ou credos;
p. 18
O segundo ponto chama a atenção para o reconhecimento de que o conjunto dos discursos e das práticas cotidianas vivenciados nas instituições educacionais conforma um contexto que atua nos modos como as crianças e os adultos vivem, aprendem e são subjetivados, desde o nascimento, com fortes impactos para sua própria imagem e para o modo como se relacionam com os demais. Em função disso, o foco do trabalho pedagógico deve incluir a formação pela criança de uma visão plural de mundo e de um olhar que respeite as diversidades culturais, étnicoraciais, de gênero, de classe social das pessoas, apoiando as peculiaridades das crianças com deficiência, com altas habilidades/superdotação e com transtornos de desenvolvimento.
O segundo ponto chama a atenção para o reconhecimento de que o conjunto dos discursos e das práticas cotidianas vivenciados nas instituições educacionais conforma um contexto que atua nos modos como as crianças e os adultos vivem, aprendem e são subjetivados, desde o nascimento, com fortes impactos para sua própria imagem e para o modo como se relacionam com os demais. Em função disso, o foco do trabalho pedagógico deve incluir a formação pela criança de uma visão plural de mundo e de um olhar que respeite as diversidades culturais, étnicoraciais, de sexo, de classe social das pessoas, apoiando as peculiaridades das crianças com deficiência, com altas habilidades/superdotação e com transtornos de desenvolvimento.
p. 19
CONHECER-SE e construir sua identidade pessoal e cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento nas diversas interações e brincadeiras vivenciadas na instituição de Educação Infantil.

p. 21
CIÊNCIAS HUMANAS – Os conhecimentos produzidos pelas Ciências Humanas alimentam e ajudam a criança na Educação Infantil a elaborar um conhecimento de si e do outro, a construir a identidade pessoal e coletiva, a compreender os significados presentes na língua materna e nas diferentes linguagens das manifestações artísticas e culturais, assim como as regras que orientam as ações humanas e a tecnologia. Tais conhecimentos ajudam as crianças a se localizarem nos tempos e espaços e proporcionam narrativas para a construção de sentido sobre a sociedade.


p. 22
EIEONOA001. Conviver com crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, percebendo e valorizando as diferenças individuais e coletivas existentes, aprendendo a lidar com conflitos e a respeitar as diferentes identidades e culturas.

p. 23
EIEONOA006. Conhecer-se e construir uma identidade pessoal e cultural de modo a constituir uma visão positiva de si e dos outros com quem convive, valorizando suas próprias características e as das outras crianças e adultos, superando visões racistas e discriminatórias.

p. 25
As crianças constituem sua identidade pessoal e social nas interações com diversos atores sociais, aprendendo a se expressar por meio de múltiplas linguagens no contato com manifestações culturais locais e de outros países.

p. 26
EITSCOA001. Conviver e elaborar produções com as linguagens artísticas junto com os colegas, valorizando a produção destes e com eles fruindo manifestações culturais de sua comunidade e de outros lugares, desenvolvendo respeito às diferentes culturas, às identidades e às singularidades.

p. 30
Cabe à área de Linguagem oferecer oportunidades de vivências significativas com culturas e línguas adicionais e conhecimentos necessários, para que os/as estudantes possam se envolver em interações com textos em outra(s) língua(s) e, gradativamente, integrar-se em realidades marcadas pelo plurilinguísmo e pela diversidade.

p. 31
(...) identidades e interculturalidades, modos e processos de subjetivação, tecnologias de informação e comunicação, ciências, culturas e patrimônio, relações étnico-raciais, ambiente e sustentabilidade, lazer e trabalho.

p. 30/31
Os critérios que definem a progressão do conhecimento da área de Linguagens nas diferentes etapas da escolarização resultam, assim, da relação entre os textos ou elementos pertinentes às linguagens da Arte e da Educação Física e as características e contextos de atuação dos sujeitos da Educação Básica: de esferas sociais mais familiares para as menos familiares; de temáticas mais cotidianas para as mais raras; de gêneros mais corriqueiros aos menos frequentes; de elementos mais simples aos mais complexos; da variação na complexidade com que as experiências são vividas pelos sujeitos.
Obs.: Esse parágrafo foi mal construído no texto original, o que gerou confusão e ambiguidade.
p. 31
Determinadas problemáticas do mundo contemporâneo e alguns temas são particularmente relevantes, para construir a relação dos conhecimentos, na área de Linguagens, com a participação cidadã, tais como: identidades e interculturalidades, modos e processos de subjetivação, tecnologias de informação e comunicação, ciências, culturas e patrimônio, relações étnico-raciais, ambiente e sustentabilidade, lazer e trabalho.


respeitar características individuais e sociais, as diferenças de etnia, de classe social, de crenças, de gênero manifestadas por meio das linguagens, assim como a valorização da pluralidade sociocultural brasileira e de outros povos e nações;
respeitar características individuais e sociais, as diferenças de etnia, de classe social, de crenças, de sexo manifestadas por meio das linguagens, assim como a valorização da pluralidade sociocultural brasileira e de outros povos e nações;
p. 37
refletir sobre o corpo em transformação em uma perspectiva de respeito e de valorização da diversidade humana.

p. 38
(...) os sujeitos se constituem, constroem identidades, produzem conhecimento e agem de forma crítica no mundo.

p. 41
(...) A valorização das diferentes variedades da língua implica a valorização das diferentes identidades sociais.

p. 44
valorizar diferentes identidades sociais, lendo e apreciando a literatura das culturas tradicional, popular, afro-brasileira, africana, indígena e de outros povos e culturas;

p. 88
Esse desenho de espaços compartilhados redimensiona as relações entre identidade, língua e cultura, ora tornando-as relevantes para marcar diferenças, ora universalizando o que antes era visto como local. (...)

p. 88
(...) Também é no encontro com a diversidade que ele/a pode prender a lidar com o novo e o diferente, uma capacidade valorizada no mundo contemporâneo, nas relações de convivência pessoal e de trabalho colaborativo.

p. 90
(...) estimular o respeito às diferenças culturais, sociais, de crenças, de gênero e de etnia.
(...) estimular o respeito às diferenças culturais, sociais, de crenças, de sexo e de etnia.
p. 90
Lidar com textos (orais, escritos, espaço-visuais e híbridos) em línguas ainda pouco conhecidas coloca o/a estudante frente à diversidade.

p. 91
práticas político-cidadãs, que se referem à participação dos estudantes na construção no exercício da cidadania. São priorizadas situações de leitura/escuta, produção oral/escrita em língua estrangeira que dizem respeito a regras de convivência em espaços de diversidade, a direitos e deveres do cidadão e a questões sociais e políticas que tenham impacto na vida dos sujeitos nas comunidades em que atuam;

p. 92
fruir textos na língua estrangeira. Entrando em contato com diversos gêneros orais, escritos e híbridos, inclusive textos da tradição oral e da literatura universal, canções, jogos e brincadeiras, compreendendo o texto como manifestação cultural e como expressão e construção de autoria e identidade

p. 93
compreender e valorizar o plurilinguísmo e a variação linguística, entendendo a linguagem, identidade e pertencimento, compreendendo e valorizando a diversidade linguística;

p. 94
LILE6FOA002. participar de interações orais em língua estrangeira sobre questões de identidade, apropriando-se de recursos linguístico-discursivos para descrever a si e aos outros, suas relações familiares e de amigos; EDHC

P. 95
LILE6FOA010. reconhecer a ocorrência de diferentes sotaques do português e de outras línguas na fala de pessoas da comunidade de diferentes origens, idades etc., conscientizando-se das relações entre variedades linguísticas, identidades e pertencimento; EDHC

P. 97
LILE8FOA028. reconhecer diferentes variedades da língua estrangeira por meio de textos orais variados (canções, filmes, seriados, etc.), ampliando o conhecimento sobre as relações entre variedades linguísticas, identidades e pertencimentos; EDHC

p. 101
LILE2MOA053. escutar, ler ou assistir a textos em língua estrangeira (reportagens, artigos de opinião, campanhas sociais e políticas, cartas abertas, estatutos, leis, dentre outros) relacionados à diversidade, à movimentos sociais e à participação cidadã, identificando os temas e os diferentes pontos de vista; EDHC

p. 101
LILE2MOA055. participar de interações orais em língua estrangeira para manifestar posicionamentos sobre questões relativas à diversidade e a atitudes cidadãs, usando recursos linguístico-discursivos para expressar opinião, concordar, discordar, argumentar e contra-argumentar; EDHC

p. 103
A Arte oportuniza a constituição do sujeito de maneira a negociar identidades e pertencimentos, praticando diferentes formas de entendimento e expressão, e se caracteriza por oportunizar experiências na dimensão da sensibilidade, da ética, da estética e da poética.

p. 104
Sua prática é geradora de conhecimentos únicos que contribuem para o fortalecimento e a formação de valores, pertencimentos e identidades individuais e coletivas.

p. 107
conhecer, fruir e analisar criticamente diferentes práticas e produções artísticas e culturais do seu entorno social e em diferentes sociedades, em distintos tempos e espaços, respeitando as diferenças de etnia, gênero, sexualidade e demais diversidades;
conhecer, fruir e analisar criticamente diferentes práticas e produções artísticas e culturais do seu entorno social e em diferentes sociedades, em distintos tempos e espaços, respeitando as diferenças de etnia, sexo e demais diversidades entre as pessoas;
p. 115/6
Suas diferentes manifestações assumem, no mundo contemporâneo, uma importância cada vez maior no cotidiano das pessoas e na história social, constituindo subjetividades e identidades, quer seja na dimensão do lazer, quer seja na dimensão da saúde.

p. 118
Reconhecer as práticas corporais como elementos constitutivos da identidade cultural dos povos e grupos, identificando nelas os marcadores sociais de classe social, gênero, geração, padrões corporais, pertencimento clubístico, raça/etnia, religião; 
Reconhecer as práticas corporais como elementos constitutivos da identidade cultural dos povos e grupos, identificando nelas os marcadores sociais de classe social, sexo, geração, padrões corporais, pertencimento clubístico, raça/etnia, religião; 
p. 120
LIEF1COA004. Realizar brincadeiras e jogos presentes no contexto comunitário e regional, reconhecendo as diferenças de gênero, ético-raciais, religiosas, de classe social e de aparência e/ou desempenho corporal;
LIEF1COA004. Realizar brincadeiras e jogos presentes no contexto comunitário e regional, reconhecendo as diferenças sexuais, ético-raciais, religiosas, de classe social e de aparência e/ou desempenho corporal;
p. 121
LIEF1COA024. Realizar rodas cantadas, brincadeiras rítmicas e danças presentes na cultura comunitária a partir de princípios da justiça, equidade e solidariedade, com ênfase para as relações igualitárias de gênero;
LIEF1COA024. Realizar rodas cantadas, brincadeiras rítmicas e danças presentes na cultura comunitária a partir de princípios da justiça, equidade e solidariedade, com ênfase para as relações igualitárias de sexo;
p. 121
LIEF2COA031. Contribuir, de maneira solidária, na resolução coletiva das problemáticas vividas nas brincadeiras e jogos, reconhecendo as diferenças de gênero, etnia, religião, classe social, aparência e desempenho corporal, com base nos princípios da justiça, equidade e solidariedade.
LIEF2COA031. Contribuir, de maneira solidária, na resolução coletiva das problemáticas vividas nas brincadeiras e jogos, reconhecendo as diferenças de sexo, etnia, religião, classe social, aparência e desempenho corporal, com base nos princípios da justiça, equidade e solidariedade.
p. 121
LIEF2COA033. Reconhecer as características das brincadeiras e dos jogos da cultura popular, reconhecendo a importância do patrimônio lúdico para a preservação da memória e de diferentes configurações identitárias.

p. 123
LIEF2COA066. Identificar e analisar situações nas quais se evidenciam ações discriminatórias de qualquer natureza, tais como de gênero, de classe social, de origem étnico-racial, de cunho religioso e de aparência corporal nas danças pertencentes à cultura região e do estado;
LIEF2COA066. Identificar e analisar situações nas quais se evidenciam ações discriminatórias de qualquer natureza, tais como de sexo, de classe social, de origem étnico-racial, de cunho religioso e de aparência corporal nas danças pertencentes à cultura região e do estado;
p. 126
LIEF3C0A114. Problematizar e estabelecer acordos no universo das danças folclóricas brasileiras, objetivando a construção de interações referenciadas na solidariedade, na justiça, na equidade, e no respeito às diferenças;

p. 130
LIEF5COA165. Envolver-se e cooperar na produção de contextos de prática esportiva balizados por princípios de equidade e solidariedade, procurando oportunizar a participação e fruição de todos, independentemente do nível de desempenho, gênero ou qualquer outra característica.
LIEF5COA165. Envolver-se e cooperar na produção de contextos de prática esportiva balizados por princípios de equidade e solidariedade, procurando oportunizar a participação e fruição de todos, independentemente do nível de desempenho, sexo ou qualquer outra característica.
p. 199
CNCN9FOA013. Reconhecer mudanças no organismo que ocorrem na adolescência, Reconhecer responsabilidades decorrentes de tais mudanças, relacionadas a comportamentos sociais e À sexualidade.
CNCN9FOA013. Reconhecer mudanças no organismo que ocorrem na adolescência; reconhecer responsabilidades decorrentes de tais mudanças relacionadas a comportamentos sociais.
p. 202
Na Biologia, composição e qualidades nutricionais de alimentos ou princípios ativos de medicamentos são mais imediatamente visíveis porque constantes em rótulos e bulas. Contudo, os aspectos contextuais e aplicados são múltiplos e de enorme centralidade na vida humana, como sexualidade e saúde, endemias e epidemias, dinâmicas da biosfera e sustentabilidade ambiental, que dão contexto ao pensar sobre diversidade e interdependência da vida, considerada a presença humana e sua intervenção transformadora.

p. 204
(...) que envolvem temas diversos, como: identidade étnico-racial e racismo; gênero, sexualidade, orientação sexual e homofobia; gravidez e aborto; problemas socioambientais relativos à preservação da biodiversidade e estratégias para desenvolvimento sustentável; problemas relativos ao uso de biotecnologia, tais como produção de transgênicos, clonagem de órgão; terapia por célula-tronco.

p. 220
(...) A partir desse ponto poderão ser discutidas questões sobre características humanas, tais como, as diferentes explicações para homossexualidade;

p. 222
CNBI3MOA010. Analisar as implicações culturais e sociais da teoria darwinista nos contextos das explicações para as diferenças de gênero, comportamento sexual e nos debates sobre distinção de grupos humanos, com base no conceito de raça, e o perigo que podem representar para processos de segregação, discriminação, privação de benefícios a grupos humanos. 

p. 258
No entrecruzamento dos conhecimentos, as ações educativas exploram sensibilidades, espacialidades, temporalidades, diversidades, alteridades e racionalidades, possibilitando práticas interdisciplinares e transversais, respeitando-se as particularidades dos fazeres e dos saberes de cada componente curricular.
Assim, questões do contexto local e global são transversalizadas no conhecimento escolar da área, sem hierarquizações, mas como unidades de conhecimento, a saber: a terra e os territórios; o espaço e sua territorialização pelas sociedades; as identidades e as alteridades; as memórias; a ética; a estética; as desigualdades sociais; as ideologias; os modos de produção e de apropriações; os modos de pensar, de crer e de agir das pessoas. 

p. 259
Conhecer princípios éticos, políticos, sociais e afetivos, sob a égide da solidariedade, atentando para a diversidade, a exclusão, avaliando e assumindo ações possíveis para o cuidado de si mesmo, da vida em sociedade, do meio ambiente e das próximas gerações. 

p. 280
Durante todo o período colonial e imperial, a estreita relação entre Estado e Igreja legitimou o proselitismo na educação pública, assim como discursos e práticas de negação da diversidade religiosa e de subalternização das crenças, saberes, identidades e culturas que se distinguiam do padrão sociocultural estabelecido.

p. 281
SER HUMANO, considerando as corporeidades, as alteridades, as identidades, as imanência-transcendência, os valores e os limites éticos, os direitos humanos, a dignidade;

p. 282
PRÁTICAS RELIGIOSAS E NÃO RELIGIOSAS, considerando suas manifestações nos diferentes espaços, os territórios sagrados e as territorialidades, as experiências religiosas, as lideranças religiosas, o ethos, as espiritualidades, as diversidades, a política, a ecologia.

p. 282
Na perspectiva da diversidade cultural, religiosa e dos direitos humanos, o Ensino Religioso não pode ser concebido como ensino de uma religião ou das religiões na escola. Busca desconstruir significados e experiências colonialistas, reconstruindo atitudes de valoração e respeito às diversidades, ao mesmo tempo em que instiga a problematização das relações de saberes e poderes de caráter religioso, presentes na sociedade e respectivamente no cotidiano escolar.

p. 282
A diversidade cultural religiosa presente nos espaços escolares exige atenção e esforços conjuntos no sentido de erradicar práticas e relações de poder que buscam homogeneizar os diferentes, anulando suas diferenças. Tais processos, muitas vezes, ocorrem no próprio contexto escolar, por meio de invisibilizações, silenciamentos, discriminações, relacionados às diferentes identidades e a valores de caráter religioso e não religioso.

p. 287
CHER5FOA029. Reconhecer o valor da tradição oral na perpetuação de memórias, saberes, identidades e formas de relacionamento entre as pessoas, os ancestrais e/ou as divindades em diferentes tradições culturais e religiosas.

p. 287
CHER5FOA029. Identificar ideias de divindades mencionadas nos textos sagrados orais e escritos e as influências que elas exercem na formação das identidades e na organização sociocultural das sociedades.

p. 296
Conceitos como fato social; interações; relações sociais; instituições sociais; classe; status; poder; cidadania; trabalho; formas de solidariedade, de conflito e de dominação; estruturas sociais e padrões de mobilidade social; representações sociais e culturais; identidades sociais, políticas e culturais; movimentos sociais; formas de organização do Estado são básicos para o ensino de Sociologia.

p. 297
A Sociologia é também importante na experiência de socialização que a escola propicia, uma vez que a reflexão sobre a vida em coletividade pode contribuir para a igualdade e para maior respeito à diversidade.

p. 297  
Para isso, deverão ser mobilizados alguns dos conceitos básicos de Sociologia. Os mais importantes são: fato social, estamento, classes sociais, ações e relações sociais, igualdade/desigualdade e diversidade.

p. 298
Como orientação pedagógica, recomenda-se que o/a professor/a valorize os debates atuais sobre identidades juvenis, movimentos sociais por direitos de minorias e diferentes formas de violência como a violência contra a mulher, o racismo e a homofobia, entre outras. Preferencialmente deve-se partir da realidade vivenciada pelo/as estudantes.

p. 298
Para isso, é fundamental mobilizar conceitos que permitam que o/a seja capaz de articular as formas de organização social e as identidades sociais e culturais, trabalhadas nas séries anteriores, como as formas de organização do poder e as formas históricas de organização do trabalho.

p. 300
CHS02MOA012. Compreender a perspectiva socioantropológica sobre sexo, sexualidade e gênero.


CHS02MOA015. Refletir a respeito dos movimentos sociais contemporâneos, tais como movimentos sociais baseados em classes sociais, como os operários e trabalhistas; movimentos sociais baseados em processos de reconhecimento identitários ou os “novos” movimentos sociais, tais como o feminista, os que militam pela igualdade racial, pelos direitos dos homossexuais, o ambientalista, entre outros.




Comentários

  1. Muito bom o artigo professor Orley, os professores devem ficar mais atentos a esta imposição silenciosa que vem ocorrendo na educação.

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  2. Estou a sua disposição Prof. Orley. Sou professora de inglês na Escola Família Agrícola Serra do Brigadeiro - MG e percebo claramente a manipulação das mentes jovens que deveriam estar sob a guarda dos monitores.

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    1. Profa Zélia, por favor, entre em contato conosco pelo e-mail: proforleyjose@gmail.com

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  3. Olá, essa discussão de doutrinação marxista ou não nas escolas, faz pensar em alguns pontos: a culpa do fracasso escolar, desempenho nas avaliações está claramente relacionado ao claro desmonte da educação,péssima formação dos professores, ( independente se é doutrinação ou não)m falta ou deficiente estrutura física da estrutura escolar, entre outros. ira colocar culpa na doutrinação. nada mais é que fuga do cerne da questão, ou reduzir a ausência e ou o despedicio de dinheiro na educação.

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  4. Como vamos derrubar essa desgraça!!!

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  5. Isso tudo vem dos neocons dos EUA B.Obama que querem através do LGBT implantar em todo o mundo,liderados pela Casa Universal da Justiça e juntamente com a ONU.http://www.bahai.org.br/brasilia/Sete_Vales.htm

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  6. Professor, toda esta situação é desesperadora. Estes "intelectuais" não percebem que estão se autodestruindo!!!

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  7. A Paz e a Graça de Jesus,
    Prezado Prof. Orley,
    Tomei conhecimento dos seus escritos por meio do sitio Midia Sem Máscara, no início deste ano, quando estávamos batalhando na nossa cidade em vista da aprovação do Plano Municipal de Educação. Levando-se em conta os seus escritos e a Lei 13005/14, Plano Nacional de Educação 2014-20024, se for possível gostaria dos seguintes esclarecimentos, que acredito serão também de outros colegas e leitores:
    1) Se a "ideologia de gênero" foi praticamente retirada, depois de árdua batalha junto ao legislativo em nível federal, estadual e municipal, pelo menos na minha cidade e estado (SP), a qual acompanhei via debates/audiências na Câmara Federal, mídia, como também pelos sítios da internet do Pe. Paulo e Pe. Lodi, é legal incluir, mesmo que por meio de subterfúgios, o que contraria o PL 13005/14 no texto da Base Nacional Curricular Comum?
    2. O senhor tem a informação de qual seria o meio formal para intervenção inibindo a inclusão velada da "ideologia de gênero" no texto da Base Nacional Curricular Comum junto ao MEC, ou mesmo se seria indicado diretamente ou por petição via internet, pedir auxilio aos deputados que ajudaram na aprovação da Lei 13005/14?
    Atenciosamente,
    Sebastião Carvalho

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  8. Então o negócio é bem mais profundo e extenso!

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  9. A onde estão os pais e mães de família neste País ?

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  10. Querem acabar de vez com a pureza das nossas criancas!
    Criança tem que ser criança!!

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  11. Querem acabar de vez com a pureza das nossas crianças!
    Criança tem que ser criança!!

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  12. Sou professora nas escolas do/ no campo, todo o livro direcionado a liderança de movimentos "Campo Aberto" o que me deixa totalmente desconecta como novo modelo que pede para trabalhar a gramatica dentro dos textos!! So desconstrução, alunos passando de series/ ano sem o total domínio de tudo, Vejo alienadas revolução materialista/ateísta/socialista/comunista.

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  13. A luta deve se dar por ocupação de espaço. é necessário ocupar todos os conselhos de todos os orgãos e setores do governo para combater e reverter a infiltração petista. No caso a ocupação do Conselho Nacional de Educação é fundamental. O governo interino tinha substituido alguns membros nomeados pelo PT mas por pressão foi obrigado a aceitar de volta. É nossa obrigação precionar para que sejam substituidos novamente. Aqui segue a lista esta disponivel no próprio site do PT que repudiou a suspensão da nomeação destes conselheiros e no grito conseguiu colocar eles de volta.https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=5&ved=0ahUKEwizlfXIw8POAhXJjZAKHQUFACoQFgg4MAQ&url=http%3A%2F%2Fwww.pt.org.br%2Fwp-content%2Fuploads%2F2016%2F07%2FMoc--a--o-de-Repudio-29_06_16a-1.docx&usg=AFQjCNFdTmDHuZpzVHT5EqkPswX-BL-3kw&bvm=bv.129422649,d.Y2I&cad=rja

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  14. Porque o MEC continua com autonomia de distribuir esse
    Material? O movimento deveria começar contra isso. As
    Leis protetoras deveriam proibir o plantio da semente podre. Será q reais $30000 comseguira trazer a inocência de uma criança de volta? Meu Deus tenha piedade de nossas crianças de nossas famílias e se
    Todos nós.

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