Pular para o conteúdo principal

Uma visão conservadora da BNCC




Apresentação 

Esta publicação tem o objetivo de apresentar algumas análises e críticas feitas por este blog à BNCC durante o período da sua construção, esperando que elas continuem servindo aos interessados no estudo e compreensão desse documento educacional.

Todos os comentários, críticas e sugestões aqui encontrados foram apresentados aos parlamentares federais, em forma de contribuição cidadã, especialmente às Frentes Parlamentares Evangélica e Católica, além das Frentes Parlamentares da Vida e da Família, bem como foram disponibilizados ao público em geral neste blog e nas redes sociais. 

Vale dizer que as frentes cristãs no Parlamento ouviram as diferentes recomendações dos cristãos e atuaram de acordo com suas percepções da realidade e suas orientações políticas.

Desde o início, a BNCC despertou a preocupação da parte conservadora de professores e pesquisadores cristãos evangélicos e católicos. De um lado, uma parte, pequena, pouco expressiva, voluntária e independente política e institucionalmente, dedicou-se a estudar e alertar os cristãos acerca dos riscos e embaraços que o documento representa para o futuro da hegemonia cristã brasileira.

De outro, uma parcela expressiva de cristãos católicos e evangélicos apoiou a BNCC tal como proposta pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Estes, de considerável peso e credibilidade institucional, empresarial e política atuaram nos bastidores do próprio MEC e do CNE dando ao trâmite da BNCC o aval cristão de concordância. 

Apoiaram publicamente o rito de construção da base curricular, inclusive através de cartas abertas e vídeos, instituições como a ANEC (Associação Nacional de Escolas Católicas), ( Nota técnica da ANEC sobre a BNCC ),  ANAJURE (Associação Nacional de Juristas Evangélicos), ACSI Brasil (Associação Internacional de Escolas Cristãs), ABIEE (Associação Brasileira de Instituições de Ensino Evangélicas), AECEP (Associação de Escolas Cristãs de Educação por Princípios) e ANEB (Associação Nacional de Escolas Batistas), dentre outras. ( Apoio de entidades evangélicas à BNCC do MEC )


Oportunidade perdida

Desde o início, a BNCC demonstrou que seria discutida e construída de acordo com a falsa democracia dos "coletivos" de sindicatos, foros e movimentos sociais alimentados pelas universidades, acrescidos dos interesses expressos do globalismo econômico e do universalismo cultural da UNESCO e do Banco Mundial.

A necessidade de atender os anseios educacionais dos filhos das famílias brasileiras e também o fortalecimento dos interesses estratégicos, dos valores tradicionais e culturais brasileiros, o deputado federal Rogério Marinho (PSDB/RN) apresentou o Projeto de Lei 4486/2016, ( PL 4486/2016, traz a BNCC para o Congresso Nacional ) que altera a Lei 13.005/2014, do Plano Nacional de Educação. O objetivo seria corrigir as distorções da BNCC e fazê-la realmente democrática. A BNCC perderia seu caráter terminativo no CNE e no MEC, passando-o para o Congresso Nacional. Desta forma, o Ministro da Educação perderia a prerrogativa de homologá-la, sendo obrigado a encaminhá-la ao Congresso Nacional para discussão e possíveis alterações.

Um PL igual foi protocolado no Senado sob o nr 400/2017, de autoria do senador Ricardo Ferraço (ES) ( PLS 400/2017, traz a BNCC para o Congresso Nacional. ) 

Além disso, a advogada piauiense Rubenita de Andrade Lessa Pereira Gomes apresentou uma ideia legislativa no mesmo sentido, ainda encontrada para votação no site do Senado Federal: Ideia legislativa da advogada Rubenita Lessa .

Com a finalidade de agilizar a votação do PL 4486/2016, o deputado federal Diego Garcia (PR) propôs o Requerimento de Urgência nº 7331/2017 ( Requerimento de Urgência 7331/2017 ao PL 4486/2016 ) 

Essas iniciativas foram frustradas pelo rolo compressor de apoio ao Governo no Parlamento Federal.  O próprio fato do atual presidente da Câmara dos Deputados ser do mesmo partido do Ministro da Educação, ajudou para que não fosse dado status de urgência ao PL 4486/2016.

No entanto, mais do que oferecer uma agenda positiva ao Governo, essa força de contensão montada no Congresso acabou servindo muito mais aos interesses de mercado dos globalistas (de olho nos negócios bilionários da educação brasileira) e da UNESCO, que trabalha para sequestrar mentes e almas de crianças e adolescentes para uma hegemonia cultural, educacional e religiosa mundial no futuro.

Essas intenções não estão escondidas, mas aparecem explicitamente em documentos, nas entrelinhas e no limiar dos discursos da própria ONU e de seus prepostos no globalismo. Ao longo da construção da BNCC a  vontade da ONU se fez representar através da UNESCO. Já os interesses dos globalistas econômicos, através do "Movimento pela Base Nacional Comum Curricular" que, liderado pela Fundação Lemann, assume protagonismo também agora na fase de implementação. ( Quem esteve por trás da construção da BNCC e agora da sua implementação? )


Breve histórico da BNCC

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi provada dia 15 de dezembro pelo Conselho Nacional de Educação e homologada sem alterações, 5 dias depois, pelo Ministro da Educação, Mendonça Filho.

A BNCC é prevista no artigo 210 da Constituição de 1988, no artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases de 1996 e na sua necessidade para o cumprimento das metas 1, 2, 3 e 7 do Plano Nacional de Educação. 

Iniciada em Junho de 2015, através da Portaria MEC 592 que institui o grupo de professores responsável pela redação da primeira versão da BNCC, finalizada em Setembro do mesmo ano. 
Confira-a neste link:

Em Maio de 2016, foi lançada a segunda versão:

Em Abril de 2017, foi lançada a terceira versão que foi encaminhada ao Conselho Nacional de Educação:

No dia 15 de dezembro, o CNE publicou o seu parecer final relativo à BNCC:

Vídeo completo da sessão de votação do relatório final da CNE, dia 15 de Dezembro:





Vídeos completos das 5 audiências públicas oficiais do MEC:



1ª Audiência Pública da BNCC, em Manaus (AM), dia 07/07/2017 (Parte I)


1ª Audiência Pública da BNCC, em Manaus (AM), dia 07/07/2017 (Parte 2)


2ª Audiência Pública da BNCC, em Recife (PE), dia 28/07/2017 (Parte 1)



2ª Audiência Pública da BNCC, em Recife (PE), dia 28/07/2017 (Parte 2)


3ª Audiência Pública da BNCC, em Florianópolis (SC), 11/08/2017 (Parte 1)


3ª Audiência Pública da BNCC, em Florianópolis (SC), 11/08/2017 (Parte 2)



4ª Audiência Pública da BNCC, em São Paulo (SP), dia 25/08/2017 (Parte 1)



4ª Audiência Pública da BNCC, em São Paulo (SP), dia 25/08/2017 (Parte 2)


4ª Audiência Pública da BNCC, em São Paulo (SP), dia 25/08/2017 (Parte 3)



5ª Audiência Pública da BNCC, em Brasília (DF), dia 11/09/2017 (Parte 1)
5ª Audiência Pública da BNCC, em Brasília (DF), dia 11/09/2017 (Parte 2)

5ª Audiência Pública da BNCC, em Brasília (DF), dia 11/09/2017 (Parte 3)





Análise crítica conservadora da versão homologada da BNCC

A jurista e assessora parlamentar Damares Alves e os professores Orley José da Silva, Sandra Lima de Vasconcelos Ramos e Viviane Petinelli analisaram criticamente a versão homologada pelo CNE, de acordo com a perspectiva conservadora cristã. Acompanhem nos três links abaixo:

Apêndice com análise de parte da BNCC


(A BNCC em vigor é esta do próximo link ⬇⬇) 


A BNCC inteira com os destaques das sugestões   (← BNCC em vigor)


Nota explicativa dos destaques feitos na BNCC



Paralelamente às audiências públicas oficiais do Conselho Nacional de Educação, três audiências públicas foram realizadas pelos grupos conservadores cristãos, nas cidades de Belo Horizonte, Brasília e Goiânia.

A primeira Audiência Pública alternativa sobre a BNCC foi realizada dia 19 de setembro, na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALEMG), proposta pela deputada estadual Celise Laviola.


A segunda foi relizada no dia 25 de outubro, na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), especificamente para tratar da presença da ideologia de gênero na BNCC, audiência esta proposta pelo deputado distrital Rodrigo Delmasso.


A terceira foi realizada no dia 07 de novembro, na Assembleia Legislativa de Goiás (ALEGO), especialmente para tratar da presença da ideologia de gênero na BNCC, por iniciativa do deputado estadual Francisco Jr.



Audiência Pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados sobre a BNCC.



Discurso do prof. Orley pedindo que a BNCC fosse retirada do MEC para ser discutida pelo Congresso Nacional.



Informações complementares às versões anteriores

Seguem abaixo links relacionados às análises que fizemos das versões anteriores:

Vereadores e deputados estaduais enviam cartas de repúdio ao MEC e ao CNE

Proposta de BNCC constitucional é entregue ao Ministro Mendonça

Protesto de professores contra ideologia de gênero na BNCC

Nota técnica referente à 3ª versão da BNCC

Mais de 50 ocorrências de ideologia de gênero na BNCC

Crítica à primeira versão da BNCC



Comentários

  1. Professor Orley, parabéns pelo excelente trabalho técnico e avaliativo da BNCC. Infelizmente esse AI5 da Educação está oficializando o Esquerdismo como a Ideologia da Educação Brasileira. Daqui pra frente teremos Escola Com Ideologia. É triste, mas essa é a verdade.

    ResponderExcluir
  2. Amei, exatamente o que procurava sobre conservadora, obrigada!

    ResponderExcluir
  3. Excelente trabalho analítico-investigativo. Parabéns.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Quando a família do aluno processa a escola por danos morais

Conheça dois modelos de "notificação extrajudicial" que poderão ser usados no relacionamento entre a família e a escola, no sentido de proteger o aluno especialmente contra a doutrinação política, partidária e de gênero.




O Procurador da República Guilherme Schelb desenvolveu um modelo de "notificação extrajudicial" para que pais e/ou responsáveis protejam os filhos contra o ensino da Ideologia de Gênero pelas escolas. Por este simples documento, escolas e professores são notificados pelas famílias de processá-los por danos morais pelo ensino dessa ideologia que visa, através da educação, promover uma revolução sexual e familiar. Isto a partir das crianças e adolescentes.
Caso professores e escolas se recusem a assinar o documento, há duas atitudes que os pais e/ou responsáveis poderão tomar para que o documento tenha validade jurídica. A primeira, é dirigirem-se ao Cartório de Registro de Títulos e Documentos com o nome e endereço da escola, para que a escola seja c…

ONG feminista "Católicas pelo direito de dedicir" em livro didático do MEC para 2020

Esta é a quarta de quatorze postagens que este blog apresenta sobre alguns temas abordados pelos livros didáticos recomendados pelo MEC (PNLD/2020) para os anos finais do Ensino Fundamental  (6º ao 9º ano), com validade de quatro anos: 2020 à 2023. 
Leia antes as três postagens anteriores ( a 1ª , a 2ª  e a 3ª. )

O movimento feminista nos livros didáticos de 2020
Trata-se da primeira remessa de livros em conformidade com a versão homologada (dez/2017) da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental, crianças de 0 a 14 anos. 



O objetivo desta postagem é mostrar a presença da ONG feminista Católicas pelo Direito de Decidir no currículo dos anos finais do Ensino Fundamental, em páginas de um livro de Língua Inglesa   do PNLD/2020.

É de conhecimento público que esta ONG não conta com o apoio oficial da Igreja Católica Romana. Composta por um grupo minoritário de autodeclarados católicos, tem como pauta principal a defesa do aborto.

No entanto, no seio da…

Engajamento político e militância no livro didático do MEC de 2020

O livro didático de 2020 amplifica e normaliza em sala de aula as discussões políticas e ideológicas. Mas vai além: com a alegação de despertar no aluno a consciência crítica, incentiva-o a engajar-se em movimentos sociais, lutas políticas e de classe. 





Com a atitude de fundamentar a crítica política e social em sala de aula infanto-adolescente, em conformidade com a Teoria Crítica, o PNLD/2020 dificulta iniciativas contestatórias da sociedade civil, a exemplo das associações de pais e do Escola Sem Partido. 




É importante observar a intencionalidade do jogo semiótico e semântico presente na construção dos capítulos dos livros. 
Não é aleatória a escolha de bandeiras, símbolos, cores, gestualidades das pessoas,  imagens e passeatas que se identificam com cenários de manifestações públicas organizadas pela esquerda política brasileira e internacional.
Também não é sem propósito ideológico a seleção de termos e palavras encontrados nos livros didáticos: militância, ativismo, cidadão crítico,…

Fake news no livro didático do MEC para 2020

Esta é a segunda de quatorze postagens que este blog apresenta sobre alguns temas abordados pelos livros didáticos recomendados pelo MEC (PNLD/2020) para os anos finais do Ensino Fundamental  (6º ao 9º ano), com validade de quatro anos: 2020 à 2023. 


Leia: Editais de materiais didáticos que se se estendem até 2023

Trata-se da primeira remessa de livros em conformidade com a versão homologada da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Esse conjunto de postagens tem sido feito exclusivamente com livros de Língua Inglesa e Língua Portuguesa. Os livros das demais disciplinas serão analisados em outra oportunidade. 
Os livros são organizados em capítulos. Cada um deles, além de contemplar um aspecto gramatical é regido por um tema específico.  
Alguns dos temas recorrentes nos capítulos do 6º ao 9º ano são: fake news, aquecimento global, globalização, multiculturalismo, interculturalismo, gênero, feminismo, racismo, discriminação, cidadania global, direitos humanos, engajamento em protestos polít…

O movimento feminista no livro didático do MEC para 2020

Esta é a terceira de quatorze postagens que este blog apresenta sobre alguns temas abordados pelos livros didáticos recomendados pelo MEC (PNLD/2020) para os anos finais do Ensino Fundamental  (6º ao 9º ano), com validade de quatro anos: 2020 à 2023. 
Trata-se da primeira remessa de livros em conformidade com a versão homologada (dez/2017) da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental, crianças de 0 a 14 anos. 
O objetivo desta postagem é mostrar a presença do feminismo no currículo dos anos finais Ensino Fundamental, através de páginas escolhidas em 10 livros diferentes de Língua Inglesa e Língua Portuguesa do PNLD/2020.
Esta postagem, neste momento, não analisará pontualmente as páginas e imagens apresentadas, deixando essa tarefa por conta do leitor e dos especialistas em educação.  
A observação da existência de um modelo gradativo de ensino que vem desde a Educação Infantil permite supor que, ao final do Ensino Fundamental, os alunos terão c…

Tábata Amaral aparece em livro didático do MEC de 2020

Esta é a primeira de uma série de 14 postagens que este blog realiza sobre ocorrências "questionáveis" nos livros didáticos reconhecidos pelo MEC/2020, anos finais do Ensino Fundamental, com validade para um período de 4 anos: 2020 a 2023. 



O livro de Língua Inglesa "BECOME", da Editora FTD, do PNLD 2020, cuja coleção tem o código 0357P20092, é destinado ao 7º ano do Ensino Fundamental. Ao longo das páginas 18-31, apresenta uma lição que trata da importância da Língua Inglesa para a inserção social e a formação de cidadãos globais, em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
edital de convocação 01/2018 SEB/MEC  deu origem a este livro. A finalização do processo de escolha deu-se por meio da Portaria nº 27/2020 SEB/MEC PNLD 2020. Um edital que teve início no governo Temer e terminou no governo Bolsonaro.
Leia:  Editais de materiais didáticos que se estendem até 2023
O livro propõe ao aluno não somente a leitura mas também a reflexão sobre perfis public…

A BNCC em um voo de galinha da direita brasileira

No final de 10 anos, praticamente toda a população brasileira abaixo dos 25 anos terá sido escolarizada em conformidade com os desdobramentos da Escola de Frankfurt), o universalismo cultural e a Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável da Unesco.



Prevista em Lei,[i] a Base Nacional Comum Curricular (BNCC),[ii] obrigatória para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental (crianças de 0 a 14 anos) de todas as creches e escolas públicas e privadas, com validade a partir de janeiro de 2020, foi aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE)  no dia 15 de dezembro de 2017 e homologada cinco dias depois[iii] pelo Ministro da Educação (MEC), Mendonça Filho.
Os dois anos seguintes à homologação[iv] foram dedicados para: 1) ajustar os currículos de todas as creches e escolas do país à BNCC; 2) adequar os conteúdos dos materiais didáticos; 3) mudar as avaliações institucionais da Educação Infantil e do Ensino Fundamental; 4) reformular os currículos de licenciatura das faculdades e universid…

Livros do MEC de 2019 trazem cardápio religioso para as crianças

Em atendimento à proposta de ensino religioso da BNCC, diferentes crenças, ritos e tradições religiosas são apresentadas às crianças pelos livros didáticos do PNLD/MEC do quadriênio 2019/22. Tudo de acordo com a visão materialista das ciências humanas e sociais.

Durante a elaboração da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), havia a possibilidade de escolher entre pelo menos quatro alternativas para o Ensino Religioso.
A primeira, esquivar-se do tema deixando que escolas e sistemas educacionais se organizassem livremente de acordo com a legislação vigente. 
A segunda, acompanhar a interpretação do Superior Tribunal Federal (STF) pela constitucionalidade do ensino confessional nas escolas por ocasião do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4439, que decidiu pela constitucionalidade do ensino religioso confessional nas escolas oficiais do país. 
 A terceira, apresentar um estudo eminentemente histórico e descritivo das religiões, de maneira isonômica. 
A quarta, questiona…

Afinal, o que mais incomoda aos conservadores na BNCC?

O Censo Escolar (INEP/MEC, 2018) conta 36 milhões de alunos matriculados na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, crianças de 0 a 14 anos. Estes dois grupos de alunos representam aproximadamente 17% da população brasileira.  
Em 10 anos, não será surpresa se a população abaixo dos 25 anos estiver próxima aos valores políticos e sociais encontrados em segmentos da Escola de Frankfurt, ao universalismo cultural e à Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável da Unesco.
A BNCC (da Educação Infantil e o Ensino Fundamental) organiza-se, implícita e explicitamente, com pelo menos essas correntes filosóficas e pedagógicas: materialismo dialético, teoria crítica, socioconstrutivismo, sociointeracionismo, relativismo, evolucionismo, desconstrutivismo, multiculturalismo, interculturalismo e politicamente correto. 

Portanto, por mais que os governos direitistas avancem na economia, justiça, segurança, infraestrutura e no comércio... Por mais que ressaltem o nacionalismo e os valores conserv…

Ocultismo e assassinato em contos para alfabetização e letramento na escola pública

Um livro de contos macabros, com requintes de terror e pânico para crianças em fase final de alfabetização e letramento de escolas públicas, vem recebendo severas críticas de pais, professores e políticos. Essa reprovação acontece porque, na intenção deliberada de provocar medo no leitor, os organizadores recorreram a relatos de magia negra, bruxaria, feitiçaria, sacrifício com sangue humano e de animais, aparição de espíritos, demonismo, maldade com pessoas e animais, além de assassinatos.
O programa escolar de leitura e escrita que resultou no livro de contos BÚ! Histórias de Medo e Coragem, é uma iniciativa da empresa espanhola de energia, Endesa Brasil, em parceria com o Ministério da Cultura e publicado com ajuda da Lei de Incentivo à Cultura. Desde o começo deste ano, a obra é distribuída para escolas públicas e utilizada no processo de alfabetização e também letramento de crianças do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental.
No ano passado, a empresa realizou um concurso literário em 5…