Pular para o conteúdo principal

Indícios de reengenharia social a serviço de projeto de poder em livros didáticos recomendados pelo MEC


Será que vereador se importa mesmo com Cmei e escola?
“Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é negá-la.”
São Tomás de Aquino
Orley José da Silva
Esta não é uma resposta difícil a julgar pela atenção e atitudes dispensadas pelo legislativo municipal às escolas e aos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). A casa não dá sinais, por exemplo, que acompanha as dificuldades deste início de ano letivo. É até provável que não saiba do abatido estado de ânimo das categorias de professores e administrativos, porque o Paço Municipal deixou de cumprir itens do acordo firmado com eles em outubro e mediado pelo Ministério Público. Soma-se a isto a revolta pelo reajuste salarial de 8,32% sugerido pelo MEC, sendo que o reajuste do repasse por aluno recebido pelo município, para o mesmo período, gira em torno de 19%.
Talvez esse parlamento não saiba que faltam professores regentes e servidores administrativos em quase todas as unidades educacionais. Com isto, não são poucas as escolas cujas salas de informática e bibliotecas estão fechadas e têm prejudicados os serviços de limpeza e merenda. A escola onde trabalho, no período vespertino, ressente da falta de cinco professores, num universo de dezoito. E até que o quadro de profissionais se complete, escolas e cmeis devolvem crianças para suas casas porque não conseguem atendê-las, aumentando assim as dificuldades das famílias.
Esta situação é recorrente em início de ano letivo porque os educadores efetivos não suprem a demanda do município, visto que os concursos realizados pela Prefeitura sempre oferecem vagas em quantidade menor que o necessário. E nesse tempo, o Ministério Público, com muita propriedade, dificulta contratações temporárias para forçar que se cumpra a lei pelo preenchimento das vagas através de concurso público. Mas pelo visto, há conveniência na manutenção de contratos precários. Isto porque o custo deles é menor para a folha de pagamento, eles evitam reivindicar melhorias na qualidade de ensino e de trabalho e se veem sujeitos aos favores do político ou do gestor da unidade educacional.
Mas também faltam escolas e cmeis porque alguns bairros não tiveram a felicidade de serem contemplados com o cumprimento de promessas feitas em campanhas eleitorais. Em Goiânia, há um expressivo contingente de crianças cujo direito constitucional à escola é negado. E os gestores das unidades escolares são os primeiros agentes públicos a lidar com o desespero das famílias que não encontram vagas para seus filhos. Invariavelmente, eles fazem o possível para minimizar este drama social causando outro tipo de problema, porque superlotam as salas de aula, mesmo sabendo das contradições pedagógicas da medida. Eu mesmo leciono numa sala de agrupamento D, com 38 alunos matriculados até o fechamento deste artigo. Imagine o leitor o que é ensinar Língua Portuguesa para esta quantidade de crianças em idades entre 8 e 10 anos, com a agitação natural da idade e os seus diferentes estágios de aprendizado.
Quando se fala em resolver problemas prediais, pedagógicos e de pessoal, a prefeitura alega falta de recursos. Porém, se fosse estancada a sangria financeira que há na própria Secretaria Municipal de Educação, seria possível atender algumas demandas. Um dos vários pontos importantes de sangria é o incoerente repasse de recursos da educação para a Guarda Municipal. Outro, os crescentes gastos com aluguéis de veículos e imóveis. Não entendo, por exemplo, a lógica econômica e social para o deslocamento diário em ônibus fretado de alguns milhares de alunos para bairros distantes, em vez de construir escolas para atendê-los perto de suas residências.
De acordo com informação da imprensa, 10% do valor da folha de pagamento são gastos com gratificações indevidas e o imbróglio não se resolve por falta de vontade política do Paço Municipal e da Câmara de Vereadores. Se prefeitura e legislativo fizessem a ação benemérita de somar esses R$ 16.000.000,00 mensais aos gastos já destinados à educação, desafogariam a lista de necessidades. Para que o leitor avalie, uma escola de modelo padrão para o município de Goiânia, incluindo o terreno, 16 salas de aula, quadra de esportes, pátio, dependências de apoio e salas administrativas, custa em torno de R$ 5.000.000,00.  Já um cmei de grande porte é 70% deste valor. Somente esta economia com a folha de pagamento zeraria o déficit que é de 130 unidades de escolas e cmeis em 4 anos.
É provável que a casa legislativa municipal conheça o caráter opinativo e doutrinário dos livros didáticos/2014 distribuídos às crianças e adolescentes das escolas, mas tenha decidido lavar as mãos. Esta postura teria sido diferente se o público destinatário dos livros fosse uma massa crítica mais expressiva, cuja voz se fizesse retumbar nos gabinetes do poder. Quem sabe até recebesse nariz de palhaço e apitaço de apoio em praça e interesse de fiscalizar por comissão apropriada e específica da casa. Mas, desafortunadamente, as pessoas que não possuem meios para escolher livremente o método pedagógico e a ideologia para a educação de seus filhos, acham-se indefesas e sozinhas. Elas não têm alternativa que não seja deixá-los a mercê das experiências de engenharia social do Ministério da Educação (MEC).
Mas o que há de diferente nesses livros? Embora alguma forma de doutrinamento sempre tenha havido no material didático, agora ele se dá de maneira mais agressiva e direcionada porque foi apropriado pelo extraordinário e bem arquitetado projeto de poder que é pensado no Foro de São Paulo para esta parte do Continente. No caso brasileiro, busca-se o alinhamento doutrinário e o consequente aparelhamento ideológico das universidades e escolas públicas, principalmente. Isto com o objetivo de preparar as mentes para a formação de um governo socialista consensual e duradouro em não muitos anos. E está em curso a partir de nosso sistema de ensino público a revolução socialista que se inspira em Gramsci. Não pela força das armas, mas pelos mecanismos estratégicos de subjetivação dos sujeitos.
Estes livros trazem uma visão marxista de praticamente tudo. É com este olhar que o aluno aprende a ver o mundo, a religião, a história, a sociedade, o estado, a família e suas relações com o ambiente, consigo mesmo e com o outro. E é com as lentes do relativismo que trata a moral e os costumes. Já as relações de poder, autoridade e instituições, encontram aporte no anarquismo. Não há espaço nesses livros para ideologias que pensem um mundo diferente. Eles promovem o enfraquecimento das instituições sociais, inclusive a família tradicional; desconstrução para posterior apagamento dos elementos primários da cultura judaico cristã; relativização do sentimento religioso e sua substituição por um caldo cultural. É importante salientar que para a concretização desse projeto de poder, são fundamentais o definhamento e anulação dos princípios basilares da sociedade do presente.
As famílias goianienses, destinatárias destes livros, almejam esse modelo de sociedade? As famílias cujos filhos estudam em escola municipal têm direito de conhecer a proposta pedagógica e a ideologia que eles recebem? O Estado brasileiro age de boa fé quando não esclarece os seus objetivos ideológicos e políticos na formação dos alunos? Mas o poder local também não se exime das responsabilidades quando não age criticamente diante dos materiais didáticos e não fiscalizam suas intenções. Nessa linha de raciocínio, os vereadores goianienses são co-responsáveis pela insidiosa doutrinação governamental dos filhos da nossa gente e cúmplices desse projeto e dos seus resultados sociais, morais e políticos de daqui a 15 ou 20 anos.  Isto porque estados e municípios não se acham obrigados a adotar livros recomendados pelo MEC.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96) dá autonomia didática e pedagógica às escolas. Cada escola, em tese, pode elaborar seu material didático desde que observe os Parâmetros Curriculares Nacionais. Prefeituras e estados buscam seus livros no MEC pela praticidade, qualidade de editoração e impressão, economia e sobretudo confiança. Mas a Prefeitura de Goiânia, se quisesse, poderia ter ficado sem esse material porque soube dele antes de realizar os pedidos. Ela poderia ter escolhido outros livros dentro da mesma lista de recomendados pelo MEC, que tivessem linhas ideológicas mais isonômicas.
Tomara que, no futuro, se estabeleçam laços confiáveis de proximidade e cooperação entre o legislativo municipal, as escolas e cmeis para que a pergunta do título tenha resposta satisfatória. Um tempo em que a ação do parlamentar não esteja vinculada à fidelidade aos blocos de apoio e de oposição ao prefeito, mas com independência para livremente apoiar as demandas da coletividade. Que sua voz, consciência e valores não sejam corrompidos pelas cotas de cargos comissionados, nomeação de secretarias, recebimento de favores ilícitos, promessas de obras em reduto eleitoral e lugar privilegiado no palanque das eleições.
Orley José da Silva é professor, avô de uma criança em idade escolar, mestre em letras e linguística (UFG) e mestrando em ministério (SPRBC).

Obs.: Esta é a íntegra do artigo publicado originalmente no Jornal Opção, de Goiânia, edição de 16 a 22 de fevereiro de 2014. 
http://www.jornalopcao.com.br/posts/bastidores/sera-que-vereador-se-importa-mesmo-com-cmei-e-escola

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Quando a família do aluno processa a escola por danos morais

Conheça dois modelos de "notificação extrajudicial" que poderão ser usados no relacionamento entre a família e a escola, no sentido de proteger o aluno especialmente contra a doutrinação política, partidária e de gênero.




O Procurador da República Guilherme Schelb desenvolveu um modelo de "notificação extrajudicial" para que pais e/ou responsáveis protejam os filhos contra o ensino da Ideologia de Gênero pelas escolas. Por este simples documento, escolas e professores são notificados pelas famílias de processá-los por danos morais pelo ensino dessa ideologia que visa, através da educação, promover uma revolução sexual e familiar. Isto a partir das crianças e adolescentes.
Caso professores e escolas se recusem a assinar o documento, há duas atitudes que os pais e/ou responsáveis poderão tomar para que o documento tenha validade jurídica. A primeira, é dirigirem-se ao Cartório de Registro de Títulos e Documentos com o nome e endereço da escola, para que a escola seja c…

ONG feminista "Católicas pelo direito de dedicir" em livro didático do MEC para 2020

Esta é a quarta de quatorze postagens que este blog apresenta sobre alguns temas abordados pelos livros didáticos recomendados pelo MEC (PNLD/2020) para os anos finais do Ensino Fundamental  (6º ao 9º ano), com validade de quatro anos: 2020 à 2023. 
Leia antes as três postagens anteriores ( a 1ª , a 2ª  e a 3ª. )

O movimento feminista nos livros didáticos de 2020
Trata-se da primeira remessa de livros em conformidade com a versão homologada (dez/2017) da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental, crianças de 0 a 14 anos. 



O objetivo desta postagem é mostrar a presença da ONG feminista Católicas pelo Direito de Decidir no currículo dos anos finais do Ensino Fundamental, em páginas de um livro de Língua Inglesa   do PNLD/2020.

É de conhecimento público que esta ONG não conta com o apoio oficial da Igreja Católica Romana. Composta por um grupo minoritário de autodeclarados católicos, tem como pauta principal a defesa do aborto.

No entanto, no seio da…

Engajamento político e militância no livro didático do MEC de 2020

O livro didático de 2020 amplifica e normaliza em sala de aula as discussões políticas e ideológicas. Mas vai além: com a alegação de despertar no aluno a consciência crítica, incentiva-o a engajar-se em movimentos sociais, lutas políticas e de classe. 





Com a atitude de fundamentar a crítica política e social em sala de aula infanto-adolescente, em conformidade com a Teoria Crítica, o PNLD/2020 dificulta iniciativas contestatórias da sociedade civil, a exemplo das associações de pais e do Escola Sem Partido. 




É importante observar a intencionalidade do jogo semiótico e semântico presente na construção dos capítulos dos livros. 
Não é aleatória a escolha de bandeiras, símbolos, cores, gestualidades das pessoas,  imagens e passeatas que se identificam com cenários de manifestações públicas organizadas pela esquerda política brasileira e internacional.
Também não é sem propósito ideológico a seleção de termos e palavras encontrados nos livros didáticos: militância, ativismo, cidadão crítico,…

Fake news no livro didático do MEC para 2020

Esta é a segunda de quatorze postagens que este blog apresenta sobre alguns temas abordados pelos livros didáticos recomendados pelo MEC (PNLD/2020) para os anos finais do Ensino Fundamental  (6º ao 9º ano), com validade de quatro anos: 2020 à 2023. 


Leia: Editais de materiais didáticos que se se estendem até 2023

Trata-se da primeira remessa de livros em conformidade com a versão homologada da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Esse conjunto de postagens tem sido feito exclusivamente com livros de Língua Inglesa e Língua Portuguesa. Os livros das demais disciplinas serão analisados em outra oportunidade. 
Os livros são organizados em capítulos. Cada um deles, além de contemplar um aspecto gramatical é regido por um tema específico.  
Alguns dos temas recorrentes nos capítulos do 6º ao 9º ano são: fake news, aquecimento global, globalização, multiculturalismo, interculturalismo, gênero, feminismo, racismo, discriminação, cidadania global, direitos humanos, engajamento em protestos polít…

O movimento feminista no livro didático do MEC para 2020

Esta é a terceira de quatorze postagens que este blog apresenta sobre alguns temas abordados pelos livros didáticos recomendados pelo MEC (PNLD/2020) para os anos finais do Ensino Fundamental  (6º ao 9º ano), com validade de quatro anos: 2020 à 2023. 
Trata-se da primeira remessa de livros em conformidade com a versão homologada (dez/2017) da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental, crianças de 0 a 14 anos. 
O objetivo desta postagem é mostrar a presença do feminismo no currículo dos anos finais Ensino Fundamental, através de páginas escolhidas em 10 livros diferentes de Língua Inglesa e Língua Portuguesa do PNLD/2020.
Esta postagem, neste momento, não analisará pontualmente as páginas e imagens apresentadas, deixando essa tarefa por conta do leitor e dos especialistas em educação.  
A observação da existência de um modelo gradativo de ensino que vem desde a Educação Infantil permite supor que, ao final do Ensino Fundamental, os alunos terão c…

Tábata Amaral aparece em livro didático do MEC de 2020

Esta é a primeira de uma série de 14 postagens que este blog realiza sobre ocorrências "questionáveis" nos livros didáticos reconhecidos pelo MEC/2020, anos finais do Ensino Fundamental, com validade para um período de 4 anos: 2020 a 2023. 



O livro de Língua Inglesa "BECOME", da Editora FTD, do PNLD 2020, cuja coleção tem o código 0357P20092, é destinado ao 7º ano do Ensino Fundamental. Ao longo das páginas 18-31, apresenta uma lição que trata da importância da Língua Inglesa para a inserção social e a formação de cidadãos globais, em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
edital de convocação 01/2018 SEB/MEC  deu origem a este livro. A finalização do processo de escolha deu-se por meio da Portaria nº 27/2020 SEB/MEC PNLD 2020. Um edital que teve início no governo Temer e terminou no governo Bolsonaro.
Leia:  Editais de materiais didáticos que se estendem até 2023
O livro propõe ao aluno não somente a leitura mas também a reflexão sobre perfis public…

A BNCC em um voo de galinha da direita brasileira

No final de 10 anos, praticamente toda a população brasileira abaixo dos 25 anos terá sido escolarizada em conformidade com os desdobramentos da Escola de Frankfurt), o universalismo cultural e a Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável da Unesco.



Prevista em Lei,[i] a Base Nacional Comum Curricular (BNCC),[ii] obrigatória para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental (crianças de 0 a 14 anos) de todas as creches e escolas públicas e privadas, com validade a partir de janeiro de 2020, foi aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE)  no dia 15 de dezembro de 2017 e homologada cinco dias depois[iii] pelo Ministro da Educação (MEC), Mendonça Filho.
Os dois anos seguintes à homologação[iv] foram dedicados para: 1) ajustar os currículos de todas as creches e escolas do país à BNCC; 2) adequar os conteúdos dos materiais didáticos; 3) mudar as avaliações institucionais da Educação Infantil e do Ensino Fundamental; 4) reformular os currículos de licenciatura das faculdades e universid…

Livros do MEC de 2019 trazem cardápio religioso para as crianças

Em atendimento à proposta de ensino religioso da BNCC, diferentes crenças, ritos e tradições religiosas são apresentadas às crianças pelos livros didáticos do PNLD/MEC do quadriênio 2019/22. Tudo de acordo com a visão materialista das ciências humanas e sociais.

Durante a elaboração da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), havia a possibilidade de escolher entre pelo menos quatro alternativas para o Ensino Religioso.
A primeira, esquivar-se do tema deixando que escolas e sistemas educacionais se organizassem livremente de acordo com a legislação vigente. 
A segunda, acompanhar a interpretação do Superior Tribunal Federal (STF) pela constitucionalidade do ensino confessional nas escolas por ocasião do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4439, que decidiu pela constitucionalidade do ensino religioso confessional nas escolas oficiais do país. 
 A terceira, apresentar um estudo eminentemente histórico e descritivo das religiões, de maneira isonômica. 
A quarta, questiona…

Afinal, o que mais incomoda aos conservadores na BNCC?

O Censo Escolar (INEP/MEC, 2018) conta 36 milhões de alunos matriculados na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, crianças de 0 a 14 anos. Estes dois grupos de alunos representam aproximadamente 17% da população brasileira.  
Em 10 anos, não será surpresa se a população abaixo dos 25 anos estiver próxima aos valores políticos e sociais encontrados em segmentos da Escola de Frankfurt, ao universalismo cultural e à Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável da Unesco.
A BNCC (da Educação Infantil e o Ensino Fundamental) organiza-se, implícita e explicitamente, com pelo menos essas correntes filosóficas e pedagógicas: materialismo dialético, teoria crítica, socioconstrutivismo, sociointeracionismo, relativismo, evolucionismo, desconstrutivismo, multiculturalismo, interculturalismo e politicamente correto. 

Portanto, por mais que os governos direitistas avancem na economia, justiça, segurança, infraestrutura e no comércio... Por mais que ressaltem o nacionalismo e os valores conserv…

Ocultismo e assassinato em contos para alfabetização e letramento na escola pública

Um livro de contos macabros, com requintes de terror e pânico para crianças em fase final de alfabetização e letramento de escolas públicas, vem recebendo severas críticas de pais, professores e políticos. Essa reprovação acontece porque, na intenção deliberada de provocar medo no leitor, os organizadores recorreram a relatos de magia negra, bruxaria, feitiçaria, sacrifício com sangue humano e de animais, aparição de espíritos, demonismo, maldade com pessoas e animais, além de assassinatos.
O programa escolar de leitura e escrita que resultou no livro de contos BÚ! Histórias de Medo e Coragem, é uma iniciativa da empresa espanhola de energia, Endesa Brasil, em parceria com o Ministério da Cultura e publicado com ajuda da Lei de Incentivo à Cultura. Desde o começo deste ano, a obra é distribuída para escolas públicas e utilizada no processo de alfabetização e também letramento de crianças do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental.
No ano passado, a empresa realizou um concurso literário em 5…