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Lula e Fidel são exemplos em livros didáticos do MEC

Lula e Fidel Castro ilustram conteúdos em dois livros didáticos de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental. Lula estampa o conteúdo de "expressão oral" em livro para o 6º ano (*) e Fidel, o conteúdo de "reconstrução dos sentidos do texto" em livro para o 9º ano (**).

No primeiro caso, o aluno aprende a usar estratégias de progressão textual, visando o fortalecimento de seus argumentos no debate, imprimir estilo próprio de fala e firmar o tom das palavras. Ao destacar Lula em cena de discurso para uma multidão, o livro exemplifica-o como alguém que domina estratégias argumentativas. 


No segundo caso, ao analisar um discurso político-estudantil, o livro mostra dois quadros: um com a imagem do encerramento das Olimpíadas de Moscou, de 1980 e Fidel Castro discursando. Embora os quadros levem o nome de "conexões" (certamente, com o conteúdo), não se vê razão para suas existências porque não se percebe ligação lógica entre eles e o conteúdo.    

                                  

A não ser que o livro pretenda forçar a ligação da temática comunista nos dois quadros com a causa político-estudantil. Se esta for a intenção, não estará fugindo à corriqueira prática esquerdista: fazer com que o território estudantil se torne monopólio do socialismo/comunismo.

Considerações

Não se discorda que Lula e Fidel sejam bons oradores e têm seus nomes na lista de políticos com destaque na oratória. É questionável, porém,  por que justamente eles foram os escolhidos para ilustrar conteúdos nestes livros didáticos. 

Existe pelo menos uma suspeita: embora os livros sejam de Língua Portuguesa, há neles uma clara preferência pelo socialismo constatada nos comentários e na escolha de imagens e textos complementares e/ou ilustrativos. Essa preferência coloca-os em cooperação com iguais tendências ideológicas encontradas em livros de outras disciplinas. 

Com isso, é formada uma rede homogênea de apoio didático em várias disciplinas para afirmação e reafirmação político-ideológica no imaginário do aluno. A intenção velada (e não admitida) é criar, mais do que admiradores, seguidores ideológicos desde a infância. Daí a importância de apresentar com simpatia ícones e/ou figuras ligadas à esquerda brasileira e estrangeira, mas também ao atual governo. 

Ainda mais quando o professor é militante da mesma política e ele mesmo um admirador dessas personalidades. Uma foto ou citação são capazes de oferecer oportunidades para formar a opinião do aluno. Este é um tipo de propaganda que, se escapa da boa moral, é eficiente para fazer com que os alunos se acostumem com nomes, biografias e rostos ligados à ideologia pregada. 


Orley José da Silva, é professor em Goiânia, mestre em letras e linguística (UFG) e mestrando em estudos teológicos (SPRBC).


Nota:
Os livros de Língua Portuguesa fazem parte do catálogo do Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), do Ministério da Educação, da 2ª fase do Ensino Fundamental, para o triênio 2014/16. Eles foram distribuídos para escolas públicas ligadas aos governos federal, distrital, estaduais e municipais. O livro do 6º ano, (*) 27447C0L01, atende às crianças de 11 e 12 anos. O livro do 9º ano, (**) 27484C0L01, atende aos adolescentes de 14 e 15 



Anexos com o contexto dos textos e imagens recortados:  








Comentários

  1. Prezado Orley - descobri hoje seus artigos.. para acordar os amigos. Estou repassando seus titulos. forte abraço - Luciano

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